Série - Sonetos de Shakespeare - Capítulo II

Em face do processo participativo dos leitores, foi pedido para que um deles fizesse a escolha do próximo soneto do Mestre Shakespeare a ser conhecido e analisado, e o escolhido foi o Soneto IV.

Sem dúvidas é bastante pertinente ao se analisar o Soneto no contexto sócio-contemporâneo da veneração incondicional da Deusa Vênus (Deusa da Beleza), e até trazer o enfoque da discursão na analogia da frase popular "Não existe gente feia, existe gente sem dinheiro".(Dinheiro este usado pra financiar cirurgias plásticas, spa, salões,...)


SONETO - IV
Adorável esbanjadora, porque desperdiças
Contigo o legado de tua beleza?
Aquilo que a natureza dá é tão-somente emprestado, não de mão beijada,
E, sendo plena, empresta só àqueles que não são pão-duros,
Então, linda egoísta, por que abusas
Dessa tua beleza, que a ti foi dada, para que a passes?
Avara sem proveitos, por que ficas te beneficiando
De um bem tão valioso, e apesar disso não o chegas a usufluir?
Pois, negociando apenas contigo,
A tu mesma te enganas.
E, quando a natureza te der a ordem de partida,
A beleza que não usastes, será contigo enterrada,
Que, se usada, deixaria viver o executante do testamento

Analisem....


Por André do Carmo

Comentários

Daniel Savio disse…
Olha, infelizmente no ambito de politica, mesmo que eles não exerçam o cargo público mais, ele ainda teram o dinheiro que roubaram de nós...

Fique com Deus, menino André do Carmo.
Um abraço.
Caurosa disse…
Olá meu caro André do Carmo, que belos e reflexivos esses poemas, parabéns pela iniciativa.

Paz e harmonia para vocês,

forte abraço

C@urosa
Ana Paula Duarte disse…
Bem, que bela escolha fizeram do soneto!
Ehehehe*
Acho isso de beleza algo tão questionável!
Claro que a gente sempre tem uma quedoona pelo belo, sempre, o belo inspira, mas a beleza se esvai...Tem de haver complementos.Repito, ela é necessária...Mas não é tudo, as vezes ela atrapalha, nosso ego, nossas relações...Gosto da blz que emana de dentro pra fora, essa é mais completa!
Abraços.
Dayane Carneiro disse…
Belíssimas palavras, lindo soneto. Beleza é bom, mas n é fundamental!
Beijos!
Ana Paula, muito legal a postagem. Bem colocada.
Acho que a beleza mais duradoura e verdadeira é a beleza interior. Perceba que os puros de coração, mesmo que esteticamente imperfeitos, transmitem uma beleza mágica para a gente.
Obrigado por sua constante participação lá no Óbvio. Beijos com carinho. Manoel.
Déia disse…
Hehe.... sem palavras!! Parabens!

bj
Muito massa, mas a tradução está literal... procurei por cá e não achei :/ dispunha de todos os sonetos dele rimados e com métrica...
O tempo passa e a beleza se vai. Somente o que fica é o que está dentro da alma.

Muito bacana o blog. =**
André do Carmo disse…
é, a obra que eu tenho aqui a tradução está dessa forma...não disponho da tradução com rimas :/
Anônimo disse…
Gostei da iniciativa, trazer Shakespeare, um poeta de peso para que TODOS conheçam sobre sua obra!
Bacana!

Ass:Sol
Isadora disse…
Passei para conhecer e fiquei.
Um beijo,
Isadora

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