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Mostrando postagens de Junho, 2018

A minha maneira de amor

Definitivamente hoje
Eu entendi
Olhando a paisagem
Caatinga verde florescer
Aguadas cintilantes de um pôr do sol no sertão
Aponte, vento e reflexão
Entre um arrepio e outro
Eu finalmente entendi
Não sou metade de ninguém nesse mundão
Eu sou inteira minha
De um jeito forjado com labor e dor
Mas se quiser somar, vem!
Se pensar assim também
É leve, é livre na liberdade do ser
É desconstrução e reinvenção
Como a simplicidade de uma paisagem
O horizonte
A estrada retilínea e vazia
O pássaro que pousa na árvore
Mas cada um é um
E pensa, age, sente e fala diferente
Mas tem na decisão do querer aqui e agora
A força do amor que não constrange
Não machuca, não prende e nem domina
É uma alegria de canto de boca
Mas que alimenta todo o ser
Simples e forte, como é o sertão
Basta apreciar a paisagem.

Ana Paula Duarte, 08 de junho de 2018.