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Mostrando postagens de 2008

Um breve amor de metrô.

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Eram seis da tarde e eu como sempre estava livre e atrasada ao mesmo tempo. A vida em Sampa é tranqueira, correria todo o dia, agonia que me fez esquecer a calmaria do interior da Bahia, de onde saí em busca dos meus sonhos. Peguei a bolsa, o jaleco e saí correndo como sempre fazia. No caminho nenhuma grande novidade, eu continuei a andar bem, bem rápido. Enfim cheguei ao metrô, seria uma longa viagem em meio ao aperto, e eu pela milésima vez olharia para o relógio, leria alguma coisa e receberia umas trinta ligações e broncas. E eis que de repente, uma presença fez mudar-se a minha rotina. Olhei imediatamente, senti um odor convidativo, masculino, sexy. Veio em minha direção e sentou-se. Nos entreolhamos. Ele fez que ia pronunciar qualquer coisa, mas calou-se. O fez novamente, e mais uma vez calou-se.Não suportando aquela agonia, fui direta e louca: - Está engasgado? Ele me olhou desesperado. - Não- Sorriu e eu morri. -Ah, desculpe.Nossa...que louca eu né?Rs...Nunca parei pra conversar…

Diário de bordo

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Tenho viajado bastante pela região conhecida como o Semi-árido da Bahia, destacado e conhecido por ser uma região seca, pobre e de meio mundo de analfabetos...Eu me refiro assim, porque um dia pensei de tal forma, na minha ignorância, acreditava que tudo o que os moradores dessa região faziam era plantar, esperar pela chuva, chorar e migrar para a cidade grande(quem tinha coragem para isso).
Hoje já não posso pensar assim, pois conheci a verdadeira face do povo sertanejo hospitaleiro, trabalhador e festeiro, que têm lutado por novas formas e técnicas de convivência com o Semi-árido, sua valorização e acabar com o mito do combate a seca. A seca jamais acabará, isso é um fator natural!Sem contar que descobri que o Semi-árido brasileiro está entre os outros no mundo como o que possui maior incidência de chuvas.Outra coisa que me chama atenção é para as tantas coisas que para nós moradores da cidade grande são simples e banais, como por exemplo, uma simples chuva( o ouro do Sertão), um tra…

Confusidades...

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Nestas últimas semanas, tenho andado distraída, inconsciente, meio inconsequente e bastante diferente do que sou. Andei preocupada comigo mesma, ainda que ninguém tenha notado, pois disfarço meus desesperos mais ínfimos com muito estresse e pitadas de humor. A minha face fechada e reservada deu lugar a um rosto visivelmente interrogativo, testa franzida e lábios mordidos, além das espinhas terem diminuído. O que me aflige?Mil coisas...Tempo, dinheiro, família, romance, emprego, estudos, religião. Estarei em crise? Eu sou em crise! Nunca me preocupei muito em pensar demais para realizar o que quer que fosse, mas isso tem mudado. Estarei me tornando covarde? Ou estou me tornando um ser mais racional? Sinto que também estou um pouco mais sensível...Milagres podem acontecer, vejam!Tenho me preocupado um pouco mais com o bem estar alheio, me questionado sobre o meu papel na sociedade e sobre a sociedade.Estarei me tornando filósofa?...Penso que a gente devia ganhar dinheiro pensando.Por que não?…
No instante exato em que cerro meus olhos
A noturna consciência veio ter comigo...
Foi uma conversa agradável, misteriosa e cautelosa.
Perdi o sono...
Refleti, refleti e refleti.
Terei me perdido no caminho?
Acaso as flores foram realmente mais sedutoras que os espinhos?
Terei mudado assim, tão de repente?
A minha essência ainda está intacta,
Ainda tenho minhas conceituações e preceitos.
Vivo para mim...
E sinto que isso está errado!
É hora de rever minhas atitudes e buscar mais que o simples materialismo insaciável,
Viver não apenas para mim...Creio ser a minha sina.
Então, devo voltar novamente ao início do caminho?
Já não será tarde?
Já o fado não me cansará mais uma vez?
São perguntas que surgem e que aturdem...
Borbulhas de emoções e sentimentos,
Decisão que tenho adiado por uma covardia que não é minha.
Cerro meus olhos, novamente,
Ah, mas, consciência, de ti não fugirei, por mais que estejas a me confundir...
Sei que de ti arranco uma ultra-som de mim. Ana Paula Duarte.

Caminho

Os passos desnudam

O caminho

Margem da cordilheira

Onde anda o peregrino.

Tímidos passos no chão

No reflexo dos olhos as estrelas

Que deitadas na mão

Do céu que.. Olha

O caminho

E a borboleta que flutua

Na palma do peregrino.



R.Vinicius

(Essa poesia foi feita especialmente para mim, combinando com o título do Blog!Adorei amigo Vinicius!Talento é o teu sobrenome!)

A poesia e eu

Eu sou toda poesia...
E a poesia que há em mim, aturde e assusta, clama por mais espaço...

Clama por novos horizontes e novas experiências.

Absorve tudo ao seu redor e diferencia-se cada vez mais de minha personalidade rude,

Tornando-se um mix interessante de comportamentos, sentimentos e pensamentos.

Que ela em mim torne-se a pele que me envolve, os tecidos que compôem meu corpo...

Que ela me seja tão vital quanto o ar que absorvo,

Que eu e ela, juntas, formemos uma bifurcação firme e eterna.

Que ela me tome completamente...Eu deixo!

Eu me alimento de poesia, da mais profunda poesia que sai de mim mesma.

E ela me leva...feito uma folha de outono exposta ao vento.



Ana Paula Duarte

Revolta

Acabou de dar no jornal a notícia oficial sobre a morte cerebral da Eloá...Sabe o que eu acho? Ela já estava morta desde a segunda-feira, quando o seu ex-namorado, o tal Lindemberg, que de lindo nem mesmo o nome, movido pelo diabo do seu caráter aliado ao diabo entidade do mal, invadiu seu apartamento e a prendeu ali sob a mira de um revólver.Por que eu acho isso? Ora, ele foi ali para cometer o crime, comprou arma, organizou um horário...Só não percebeu quem ainda acredita em conto de fadas. Isso suscita a discussão sobre a questão da possessividade nos relacionamentos.A maioria dos relacionamentos é enredado por um ciúme doentio e imbecil, afinal ninguém é dono de ninguém...As pessoas sentem necessidade de alguém que as complete...Pois bem, nós precisamos que Deus nos complete!Não devemos buscar o que nos falta no outro, ser falho e incompleto, humano.Temos que entender o real significado de um relacionamento meu povo, pois não é esta entrega absurda do corpo e da alma, não é essa de…

Sobre a beleza

Uma mulher bonita não é aquela de quem
se elogiam as pernas ou os braços,
mas aquela cuja inteira aparência
é de tal beleza que não deixa
possibilidades para admirar
as partes isoladas.

Sêneca Nossa, será que sou uma mulher assim, será que somos mulheres assim? E se não somos, o que é que nos falta? Será que estamos realmente preocupadas com as partes isoladas? Precisamos rever isso! Os créditos são de Vivian Maguinther, foi em seu blog que encontrei o texto e gostei bastante, postei aqui. Ah, e a garota da foto sou eu...rs... Abraços.
Eu quero a poesia, sentir a poesia,
descobrir-te...cobrir-te...
afundar-me, inundar-me,esvaziar-me,
encher-me do que faz falta em mim
e encontro em ti
nada mais...!

Árcade [Poesis]

(Dayana Karla, mais uma companheira literata talentosíssima)

Eleições 2008

Fiquei dias pensando se escreveria ou não sobre os acontecimentos da última semana de campanha nas eleições para prefeito e vereador em Feira de Santana. Pensei, pensei... Pensei!Mas estive em cólera por alguns dias, então resolvi deixar que os meus ânimos se acalmassem pra que então eu pudesse ser mais sucinta e menos barraqueira. O que eu vi foi o que todo mundo viu, eu posso apenas ter me incomodado um pouco mais. A festa da democracia... Mas meu pai do céu, que democracia, eu pergunto!Quanta hipocrisia, quanta bobagem e quanta futilidade. É atual prefeito pedindo voto-presente pra candidato, é bate-boca demente em debates na TV, é horário político mais divertido que programa de humor... É eleitor não exigindo nada, é eleitor dando voto por qualquer bugiganga, é eleitor indo votar sobre o forte efeito do álcool!Até onde chegou o povo brasileiro... E a sociedade feirense, pobre alienada, aceita de bom grado as esmolas... Idolatrando um prefeito que apenas cumpriu com sua obrigação. E…

Chuva

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Neste exato momento chove lá fora...
A chuva traz renovação.
Quero que chova na minha vida também.
Pois logo depois da chuva, exala na terra um frescor sereno de limpeza.
Que a chuva limpe a minha vida também.
E que a encha de esperanças, que há tanto em mim já se foi.
Tenho me tornado mais cientista e menos crédula...
E isso não devia acontecer, não fiz planos pra isso.
Faz tanto frio... Faz tempo que não chovia assim!
É de uma chuva assim que necessita a minha vida,
Para voltar a florir como antes,
Amores fascinantes, presenças relevantes.
Que essa chuva me traga algo diferente...
Um motivo pra acordar sorridente todos os dias.
Uma novidade humana e imperfeita,
E que nela a simplicidade me encante
Mas que não seja a minha razão de viver,
E sim uma boa razão para continuar sorrindo.
Um amor pra mim.
Um ser que exista pra me completar.

Ana Paula Duarte.
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Euforias e preocupações aturdem minha cabeça,
E já não tenho a inspiração companheira diária,
Que eu louvava e acolhia como uma benção unicamente minha...
Sobre o que falar?
Como tocar as pessoas?
Tocar as pessoas, por quê?
Num grau metafísico mergulhar em mim,
Inquietações minhas... Inquietações do mundo que absorvo.
É fácil escrever, agora o faço... O difícil é tocar...
O difícil é se abrir... Desarmar-se completamente.
Tento buscar novamente a inspiração da minha vida,
Caso alguém a encontre por aí, diga-lhe que tenho saudades.

Ana Paula Duarte
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida
regular como um paradigma da 1a conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético
de nos torturar com um aposto. Casou com uma regência.
Foi feliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas
expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
(Paulo Leminski)
"Antes bobagens sem responsabilidades eram nossas felicidades. Hoje, responsabilidades sem bobagens são os motivos das nossas felicidades."

Wagner Lobo
Escrever é como parir.
A mulher engravida, nasce-lhe o rebento.
Ela cuida até que ele emancipe-se.
Assim é a escrita:
O escritor engravida de sua idéia, desenvolve-a,
Até que nasce o texto, as palavras se despegam dele,
Voam para o mundo...
Fonte maior de inspiração.
Portanto, os créditos são dos diversos seres e suas histórias, gestos e contextos.
Bela miscelânia que compôe a vida.

Ana Paula Duarte
[Eu em um papo virtual com Wagner, para quem dedico, afinal, foi tentanto lhe explicar como se dá o ato da escrita, que novamente engravido...]
"(...) em mim, a anatomia ficou louca, sou todo coração"!

Maiacovisky, revolucionário russo que também era poeta.

O vento

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Nas madrugadas frias e também nas de calor O vento da noite me chega com lembranças suas... Já não me assusto, já nem questiono e nem amedronto. Nada voltou a ser como era. Por mais que se tente parecer racional e calculista, A s lembranças chegam absolutas E já não me causam dor... Me causam revolta, nostalgia, revolta, nostalgia. Nesse ciclo de sentimentos faltou a coragem. E essa é tudo o que eu não tive. Resta-me a certeza de que nada ficará como antes... Nem meus sentimentos, nem a minha respiração, nem os valores. Você existiu um dia, melhor se não o tivesse, Mas o passado não se muda...resta-me um futuro de evolução. Resta-me lembrar nas madrugadas... O quão importante um dia foi O quão insignificante é, Tornando-se vivo apenas nas madrugadas. As lembranças que te trazem e não eu. O meu amor um dia tornou-se ódio, Que logo tornou-se algo inexplicável...inerte. Subentendido...hoje em mim desconhecido.

Ana Paula Duarte

Doçura

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Há em mim doçura?
Encontrará alguém em mim doçura?
Ou sempre fel desatinado e agoniado por amargar ?
A minha doçura ninguém conhece...
Talvez exista, talvez inexista...
E se for, será ambígua.
Será falha, será mesclada das doçuras mundanas e divinas...
Afinal sofro influências do mundo e de Deus.
Ainda não alcancei o céu
Quem sabe um dia?
Por hora sigo indagando-me se haverá em mim doçura
Qualquer tipo de doçura.

Ana Paula Duarte
Aos companheiros acadêmicos.

     Quando entrei na Universidade, imaginei encontrar ali um ambiente diverso,  um espaço que refletisse a universalidade, que ali eu aprenderia as grandes coisas da vida. Um ano e meio depois, enxergo tudo mais claro e diferente. A universidade é falha, pois faz parte de todo um sistema, inclusive de interesses políticos e sociais. Seu objetivo não é sempre a transformação, mas a manutenção do que está posto. As coisas da vida que achei que aprenderia na academia, essas, só posso mesmo aprender com a própria vida.
     Outra coisa que aprendi durante esse tempo é sobre os pseudo-intelectuais. Estes seres são responsáveis por promover a arrogância e a prepotência. Enfadam-se na leitura de livros(muitos só fingem lê-los), zombam de outras pessoas, se escondem atrás de um diploma, mas, na universidade da vida, não passam de tolos, todos uns fracos e inseguros.
     O que tenho aprendido desde que entrei na universidade, é que, como profissional, só eu posso…
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"Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. (...) Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva. Não estou me referindo a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase possível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação. Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada... Lembrando-me agora com saudade da dor de escrever livros."
Clarice Lispector.


A Descoberta do Mundo.

A verdadeira arte

Na tentativa de desenhar meu porvir rabisco traços ensolarados,
desenho infantil:braços distorcidos,olhos desmedidos...
Só então percebo quão imprecisos são meus quereres derramados e delicadamente abandono o pincel.
Aos pés antes descalços surgem dedos burilados, das telas brancas gotas vermelhas.
Poso resvalada, espero ansiosa.
Sinto uma expectativa quase ingênua como se desenrolasse o papiro dos segredos mais sonoros;
E perpasso por aquelas formas...
Em vários planos se dava aquela feitura,
Ponteiros soltos, gente passante,
Palavras de amor e respostas rasgadas
Misto de regozijo e sacrifício,
E eu aspirante a sândalo.
Tentei agradecer,
Balbuciei frases,
espelhei gestos...
Em vão!
Foi então que chorei.
De minha expressão copiosa surgiu um abraço e num lampejo eu o amei.
Amei com o amor que ele me deu,
Amei deveras, amei e só.
Não fiz perguntas: amei
Não sustive reservas: amei
Sem racionalidade: amei
Sem um por que: amei.
Artista maior, homem amado,
Espero-te de volta...Vorazmente te espero,
Vem e me leva…

Flor

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Por que sempre esperamos mais dos outros? Por que a pétala de uma flor é tão frágil? Por que as relações inter-familiares estão difíceis? Por que entre o amor e o ódio há um fio tênue que perpassa diversas vezes, feito um país sem guarita em fronteira? São perguntas que me faço sempre...já aqui não impera o meu eu lírico E sim meu eu curioso por respostas que nunca vêm... Tanta coisa muda, mas acaba que na verdade nada muda! Uma amiga me falou que a vida não está sendo fácil pra ninguém. Mas, percebendo a pétala da flor Vi que ainda frágil, o vento a balança, a sacode de um lado a outro, mas ela resiste e não deixa de ser frágil. Talvez eu seja a pétala de uma flor. Talvez você também seja. Mas tudo é tão indefinido e eu só queria ser mais forte... Uma pétala de ferro...dura e sensível, um paradoxo fundido! Sou flor de carne e osso.

Ana Paula Duarte

Com o mundo nas mãos

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Bernardo tem cinco anos, mas já sabe da existência do Japão. E aponta para o céu com o dedo:- É atrás daquele teto azul que fica o Japão?Tenho de explicar-lhe que aquilo é o céu, não é teto nenhum. (...)Na primeira oportunidade compro e trago para casa um mapa-múndi. (...) O menino não lhe deu muita importância, quando apontei nele o Japão e a Inglaterra, o Brasil, os países todos. Limitou-se a faze-lo girar doidamente, aos tapas, até que se desprendesse do suporte de metal. Consegui convence-lo a ir destruir outro brinquedo, o secador de cabelo da mãe por exemplo, que faz um ventinho engraçado – e assim que eu me vi só, tranquei-me no escritório para apreciar devidamente a minha nova aquisição.
Com o mundo nas mãos, descobri coisas de espantar. Descobri que a Coréia é muito mais lá pra cima do que eu imaginava – uma espécie de penduricalho da China, ali mesmo no costado do Japão. (...) A Tasmânia não tem. Pelo menos não encontrei. (...)Duvido que alguém me diga onde fica.
A que avent…

A Ascendência da Alvorada

Na ascendência da alvorada ao despertar dos sonhos
Que abrem as comportas para a realidade
A vontade de lutar sobrepõe-se as constantes afrontas
Que surgem do mais profundo do oceano da alma
Cicatrizes que teimam em aparecer demonstrando as marcas do coração
Sopro divino invade o peito te levando ao êxtase da maravilhosa graça
Suspiros de anjos se ouvem como um hino
Renovam tuas forças e presenteiam com novas asas


Morphinnus(Gutoo, eu lírico talentosíssimo!)
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O estudo da gramática não faz poetas.
O estudo da harmonia não faz compositores.
O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas.
O estudo das Ciências da educação não faz educadores.
Os educadores não podem ser produzidos.
Educadores nascem.
O que se pode fazer é ajudá-los a nascer.
Para isso eu falo e escrevo: para que eles tenham coragem de nascer."

Rubem Alves

Have You Ever Seen The Rain?(tradução)

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Creedence Clearwater Revival

Você Alguma Vez Viu A Chuva?

Alguém me falou há muito tempo que há uma calmaria antes da tempestade.
Eu sei; vem vindo há algum tempo.
Dizem que quando terminar choverá num dia ensolarado.
Eu sei; brilhando como água.
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva?
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva caindo em um dia ensolarado?
Ontem e nos dias anteriores, o sol estava frio e a chuva estava forte.
Eu sei; tem sido assim toda a minha vida.
E para sempre assim será através do ciclo, rápido e devagar.
Eu sei; isso não vai parar, eu me pergunto.
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva?
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva caindo em um dia glorioso?
Yeah!
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva?
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva caindo em um dia ensolarado?

Amadurecência

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Senhoras e sem dores
Bem vindos ao teatro mágico

Parto
Parto...
A poesia prevalece
A poesia prevalece

Primeiro senso é a fuga.
Bom na verdade é o medo,
Dai então a fuga.

Evoca-se na sombra uma inquietude,
Uma alteridade disfarçada
Inquilina de todos nossos risos.

A juventude plena e sem planos se esvai.

O parto ocorre.
Parto-me
Parto-me
Parto-me
Parto-me

Aborto certas convicções
A bordo demônios e munias
Flagelo-me
Exponho cicatrizes
E acordo os meus com muito mais cuidado,
Muito mais atenção
E a tensão que parecia nunca não passar,
O ser vil que passou para servir para, discernir,
Harmonizar o tom, movimento som

Toda a terra que devo do ar
Todo o voto que devo parir
Não dever ao de vir,
Nunca deixar de ouvir

Com outros olhos...
Com outros olhos...
Com outros olhos...



(O TEATRO MÁGICO)

Vontade de hoje

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Hoje a minha vontade é de apenas gritar,
desafogar a alma, quebrar os vidros da hipocrisia
E que meu sofrimento esteja exposto, sim!
O terror do homem é o medo do amanhã, da falta de dinheiro e da morte...
Mas eu lhes digo, o pior dos perigos é estar vivo,
E é também o maior mérito...
Estou viva, posso respirar e sinto em minhas entranhas a força da vida...
Ainda assim, hoje eu só quero gritar, porque a vontade flui.
Vontades que vêm do nada...e do nada permanecem!
Esta mesma vida que em nós se renova a cada dia,
Nos proporciona um coquetel de novos sentimentos.
E eu quero apenas viver cada um deles com intensidade.
Hoje é dia de gritar e é o que farei com todo o fôlego!


Ana Paula Duarte

Bom conselho gratuito

Os simples mortais que não compreendem,
e se prendem a vida como se a conhecessem de fato e pudessem controlar tudo,
a estes coitados,
me polpo de tentar explicar as coisas simples...
As complexas lhe são mais familiares...
A praticidade da vida é inerente ao ser que a governa,
Pro mal ou pro bem, temos apenas que escolher...
Quem disse que viver não é fácil?
Viver é o que há!
E viver é simples demais.
A vida é como o amor, inexplicável,
Não se classifica; apenas se sente.
Então,
Seres viventes do planeta terra, onde também me incluo...
Ide a vida, sem medo... A desbravar...
Antes que chegue o tempo da escassez de ar!


Ana Paula Duarte.

A força de um homem

A força de um homem não é vista na largura de seus ombros.
Vê-se na largura de braços que o rodeiam.
A força de um homem não está no tom profundo de sua voz

Está nas palavras delicadas que sussurra.
A força de um homem não é medida por quantos amigos ele tem.

É medida no quanto é um bom amigo
com os seus filhos.

A força de um homem não está em como é respeitado no trabalho.
Está em como é respeitado no repouso.
A força de um homem não está no cabelo em seu peito

Está no coração que está dentro de seu peito.
A força de um homem não está em quantas mulheres ele amou

Está em se ele pode verdadeiramente amar uma mulher.
A força de um homem não está em como duramente bate

Está em como ele amorosamente toca.
A força de um homem não está no peso que pode levantar

Está na carga que pode compreender e superar.

Por Maxine Chong.

Declaração de amor

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Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.
Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.
Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo d…
"Escrever é fácil.
Você começa com uma maiúscula e termina com um ponto final.
No meio,
coloca idéias."

•Pablo Neruda•

Diário de ônibus

Marcos acordava todos os dias às 5:45. Não porque queria, mas era preciso. Essa rotina de levantar antes do sol nascer por completo e ainda pegar condução até o centro da cidade não lhe agradava. Descer no terminal e pegar outra condução para mais longe muito menos. Entretanto, neste dia, ele estava disposto e não tinha nada que lhe fizesse desistir de sua obrigação.Quando chegou ao ponto de ônibus, verificou seu relógio. Tinha sido pontual. Poucas pessoas também esperavam por um transporte. O sol raiava vagarosamente e o frio matinal se dissipava entre os raios solares. Não muito longe, dobrando uma esquina, seu primeiro destino do dia, apontava. Marcos ajeitou sua mochila e esperou confiante.O automóvel parou, Marcos subiu e se dirigiu ao cobrador. Passou a mão pelos bolsos e nada de tiquet. O cobrador o encarou seriamente. Ele sorriu sem jeito e procurou na mochila. Nada. Respirou chateado e buscou por moedas dispersas. Um senhor atrás dele já resmungava algumas palavras. E o pobre…

Linda definição!!

Que palavras tenho eu pra te agradecer fia?!
Não penso em nenhuma agora...Não poderia mesmo lançar mão delas pra te dizer o quanto vc tem me surpreendido a cada dia!
Você tem amadurecido tanto: tem se mostrado firme sem ser rude (o q nem sempre é fácil) ; decidida s/ ser impetuosa d+, sincera na medida exata, impulsiva na forma mais cativante...
Esse é o seu retrato atual, pintado aos meus olhos turvos ede acordo c/ todo o meu etnocentrismo, mas um retrato lindo!
Que me faz bem admirar...Retrato feito originalmente por Deus,
E é a Ele que tenho de agradecer por você estar se apresentando assim que Ele te molde, contorne e refaça continuamente!

(Feito por Cleide, especialmente pra mim!
Simplesmente amei...ainda mais por que sei o quanto essas palavras são sinceras.)

Borboleta

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Mudei?
Não mudei.Apenas evoluí...
O ser humano necessita dessa evolução,
Inclusive pra suportar a si mesmo.
Como a borboleta sofre a evolução
E de uma simples lagarta resurge bela e livre.
Tal qual me vejo-borboleta...
E busco a mudança total,
A quebra de paradigmas, o distanciamento de dogmas inúteis...
A queda das minhas máscaras...coisa cotidiana ultimamente,
Mas que nos torna frígidos zumbis.
Borboleta...meu bichinho predileto...símbolo da metamorphose.
Evolução!
De pensamentos, de leituras,
de noções, de sentimentos, de maturidade...
Alguns pequenos detalhes,
Tornam-me profunda mutável
Não na busca de perfeição, apenas é busca por qualidade de vida...
Bons fluídos pro corpo e pra mente,
Até que se chegue á alma
E eu seja feliz com bem pouco.


Ana Paula Duarte(ainda vou revisá-lo direitinho...)

O tempo

O tempo cura toda ferida Por mais dolorosa e exposta que seja. Ele nos prega peças; Faz que vai demorar, no entanto...apressa-se! Ameniza certos males... Por que tem poder para isso, Por que nele nada é infinito, A não ser ele mesmo... E não há mal que dure eternamente, Eu que pensava em minha dor implacável, Que outrora encobria minha essência, Ontem mesmo passou... Como poeira ao vento, Num silêncio sepulcral. Foi tênue... Presente-dom do senhor Tempo, Este que rege nossas vidas E cobra cada minuto com rigidez... É contra ele que lutamos todos os dias, Tempo, vem tempo ...rei! A cada tempo nos ensinar a viver.

Ana Paula Duarte
"As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?" Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"LIVRO - O PEQUENO PRÍNCIPE, cap. IV.
Infelizmente em nosso mundo a frieza impera
O ser já não importa a busca agora é pelo ter...
E ter sem limites, para alimentar o ego ou para preencher algum vazio...A verdade é que o mundo está neurótico...
E as pessoas, já não se veem como irmãos.
Competem entre si por quase tudo,
Encontram diversão em coisas supérfluas, que fazem mal para o corpo e para a mente,Já não contemplam a beleza da natureza,
Já não querem uma vida simples,
Não respeitam, só reagem, na busca de ascensão...
No final, acabam percebendo que de nada valeu...
E é quando se percebem tão nus e tão fracos,
Aprendem que na vida,
Ter não é mais importante que ser,
Que nós é que complicamos tudo,
Afinal enxergamos a vida bem menos complexa...
E é então que vivenciamos a profundidade da frase:
“O que importa na vida não é o que levamos, e sim como a levamos!”
O amor agora é um verbo vulgarizado
Mas tão pouco sentido...
Nada mais faz sentido!
As pessoas se fecharam já não se olham,
Já não nem se tocam, a dor alheia não m…
As palavra são apenas limitações e qualificações
que jamais substituirão a imensa e escura vastidão dos pensamentos.
À doce melodia, que se ouve no silêncio da noite, nas madrugadas reais de um mero encontro virtual.


William, um amigo virtual que conhece bem o desvendar das letras...

Quem sou eu

Desculpa, mas eu não tenho manual!
Não sou eletrodoméstico...
Também não tenho bula,
Pois tampouco sou remédio.

Eu sou uma pessoa...
Sendo assim, sou tão inconstante!
Nada me explica,
Muito menos me exemplifica ou se assemelha.

Tão única e tão igual,
Ao certo um quebra-cabeças juvenil.



Ana Paula Duarte

Minha esperança

Um raio reluzente
Profunda aurora...
Uma frecha de luz,
Rebento da esperança!
Vida após a morte...
Inexplicável mistério
Que me excita a curiosidade:
Como podes ser luz, vida, morte e ressurreição ao mesmo tempo?
Em ti está a remissão...
Dos pecados de um mundaréu fostes vítima ou Salvador?
Num piscar de olhos,
Na aurora de um novo dia
Revivestes e dividistes a história.
És o rebento da esperança, sim!
Dois mil anos se passam
E continuas com o mesmo poder
Ainda és a esperança do mundo,
A minha também.

Ana Paula Duarte.

Doce Melodia

Doce melodia que canta aos meus ouvidos
È a voz bela e suave da Dama que embeleza meu ser
Todas as vezes que seu rosto me vem em lembrança
Como se fosse algo premeditado meu coração se encanta.
Embala-me em teus braços para eu poder sonhar os teus sonhos
Saborear teus encantos e me perder em ti
As mãos que escrevem são as mesmas que amam
È a alma ingênua diante do esplendor
È a constante química que envereda nossa história
São os caminhos que seguem um mesmo destino
Conta-me teus segredos para poder te conhecer melhor
Teus medos já os conheço bem, mas teu amor vai além do que posso imaginar
Que sentença essa que trouxeste ao meu coração
Morrer de amores por ti ou viver sem ter o prazer de apenas apreciar teu lindo rosto
Tu és o elo perdido a qual minh’alma procurava
Minha lembrança de infância, minha felicidade áurea.
Pobres e tolas palavras que não entendem o significado do amor
Embaraçam-se por completo diante da tua magnificência
Levantastes meu semblante apenas com teu sorriso maj…

Poetizando

Poesia, creio que aprendi
A tratar-te como um ser e não como objeto.
És livre e livre vem a quem quiseres...
Não será pela minha graduação, coesão, intelectualidade.
Vens de madrugada quando choro na melancólica solidão,
Ou quando sinto ódio deste mundo vilão!
Porque na verdade, senhora,
Tu és antes de tudo "O" sentimento

A arte que norteia o meu mundo,
O saber que busco em meu interior
A busca por mim mesma...
Então, que venhas brandamente
E nessa brandura voluntária, entregues tua beleza, solícita...
Não és expressão de dor, nem de alegria,
És a expressão do ser!
Creio que não cansarei meus dedos,
Se de mim nasceres naturalmente.
És apenas vontade, não necessitas de bagagem.
A não ser da linguagem interior. 

"Conhece-te a ti mesmo, ó linhagem divina vestida com trajes mortais". 

Ana Paula Duarte
Nas asas de um Anjo

Na beleza poética de tuas palavras que são com mel ao meu paladar, teus olhos iluminam minha noite, meus pensamentos acompanham lentamente a tua face de anjo que me alegra, vejo meus sonhos restaurados.
Se todas as rimas de um destro escritor falassem de ti, ainda não seria o bastante.
Minha doce criança, um sentido de vida, o teu rosto desenhei em meu coração, como tatuagem marcaste minha carne.
Indispensável é tua presença em minha vida, tudo o que eu disser ainda não bastaria para dizer o quanto te amo e admiro.
Perdoe-me se minhas palavras te feriram e fiz chorar teu doce coração, mas sei que perdoa-me mesmo que eu não peça, pois tua bondade é maior que a ira.
Anjo meu de asas douradas leva-me para conhecer as nuvens contigo, ir além de tudo que eu possa enxergar.
Aqueça-me com tuas asas, com tuas mãos lavadas levante meu semblante caído.
Caminhe comigo...
Anjo Amado
Anjo Amigo

Gutox Hieros Ângelus Morphinnus, um amigo escritor!


Extraído do livro Salmos Obscuro…

As lentilhas

Tenho trocado as promessas,
Todas as verdades, todo o real sentimento,
Por um prato de lentilha,
Que mata minha fome por tão pouco tempo,
Logo, a fome volta...
As lentilhas não têm -me saciado!Eu sei a verdade, mas prefiro brincar de fingir que não.
E assim eu assino minha sentença de infelicidade,
Queria mesmo é poder ver além de todas as coisas
Acção e pensamento...
Já não tenho todo o tempo do mundo,
Já sei o que devo fazer.
Mas eu não quero!
Permaneço errante, permaneço ao "léu"...

Na busca do céu encontro o inferno
E assim vou seguindo trocando meus valores,
Deixando de lado as promessas,
Tudo por um prato de lentilha,
Que mata minha fome...
Por tão pouco tempo! 

Ana Paula Duarte

Gótica?

Entre sombras, medos e incertezas
Meu ser adormece empedernido.
O que sou? Se sou...
Nada me alegra,
Nada mais me basta.
Todos são meus inimigos
E eu tenho de me defender a todo custo.
Quanto mais aprendo, mais duvido.
Leio, vejo, escuto...
Absorvo tudo...
Exaurindo minha razão,
Deixando de lado minha emoção,
Talvez tenha perdido meu pedaço de humanidade.
Guerreio...
Mas contra quem?
Qual é a minha guerra?
Ando em círculos,
Perambulo cega entre tochas de fogo.
Ficção, esquizofrenia,
Algo que eu mesma fiz...
Meu mundinho de papel,
Meu filme-vida de terror!
O que eu tenho?
Absolutamente tudo.
O que me falta?
Absolutamente tudo.
E sigo assim, decrépita resmungona,
Entre meus monstros e dragões.
Haverá alguém tão inseguro quanto?
Tão incrédulo e desnudo?
Até o meu nome soa estranho...
Todo mundo é estranho,
Nem eu mesma tenho me reconhecido
Tenho vivido dias estranhos.
Tudo o que sei, é que a solidão
Me embala e nela eu durmo bem.


Ana Paula Duarte

Vida

Não quero aqui passear,
Quero sim brincar!
E muito, exaurindo-me...
Mas, acima de tudo,
Quero em ti realizar.


Ana Paula Duarte

All star

Imagem
Estranho seria se eu não me apaixonasse por você

O sal viria doce para os novos lábios

Colombo procurou as Índias mas a Terra avisto em você

O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário

Estranho é gostar tanto do seu All Star azul

Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras,

Satisfeito, sorri quando chego alie entro no elevador aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar e continuar aquela conversa que não terminamos ontem ficou pra hoje.

Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu

Seu All star azul combina com o meu, preto, de cano alto

Se o homem já pisou na Lua, como eu ainda não tenho seu endereço

O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece

exato.



Nando Reis