Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida
regular como um paradigma da 1a conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético
de nos torturar com um aposto. Casou com uma regência.
Foi feliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas
expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
(Paulo Leminski)

Comentários

Caraamba!isso que eh gostar de portugues!
euheiuheiueie

;**
Bandys disse…
Oi,
Gostei.
beijos
wagner442 disse…
Olha só..
Pensei até numa mistura de idéias entre Paula-Paulo.

Mas, aguardo idéias próprias suas.

Bjo!

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