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Mostrando postagens de Setembro, 2012

Amenidades

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Hoje o sol saiu
Muito embora não estivesse a pino
Penetrou na epiderme com seus raios ultra
Sem queimaduras ou riscos maiores,
Aquecendo-me em banho - maria.

A chuva de dias atrás
Havia limpado toda a pele e alma
Ávida, a vida me tocava
Deixando-me não só molhada
Como resfriada
Respingos de solidão.

Agora, (amor)nada
Senti as bochechas rosadas
E a brisa menos arrepiante
É o mesmo prazer de antes.
Com menos riscos a minha saúde.

Quero passear na praia!

















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Ana Paula Duarte.

Meu nome é mulher

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Nasci fêmea e logo me deram nome e sobrenome. Me vestiram numa roupa rosa e cheia de "frus-frus" Enfiaram brincos em minhas orelhas e uma pulseira de ouro nos meus braços, Me chamaram de menina. E nem tudo que eu quis fazer na infância pude E olha que eu sempre quis participar da liberdade dos meninos, Jogar gude, brincar de brigar Sem nenhuma frescura, sair e correr, tirar nota baixa, gritar e xingar. Eu queria ser igual eles, mas não deu Me disseram que eu era menina e portanto, diferente Ia ficar moça, arrumar namorado e tinha de ser sexy e bonita, eu tinha de me comportar. Aos trancos e barrancos, lá fui eu tentar ser a daminha,  Crescendo, me tornei adolescente e a vaidade apareceu. Batom, rímel, espelho e muito pó compacto para as minhas espinhas Perfume, escova, unhas para fazer... Todas essas coisas que eu ainda amo, mas sem escravismo Começaram a fazer parte do meu mundo. Meninos, eu já não os queria para correr, berrar e bater Mas, quem corria e berrava por eles  era o meu coração.