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Mostrando postagens de Março, 2010

Prolixidade

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Vagarosamente abri um livro.Fui passeando pelas páginas, sem nenhuma obrigação.Tateando por toda aquela substância antiga e que cheirava forte- o papel.
Contemplei algumas linhas, em leitura dinâmica entendi o que bem quis.Voltei, li e re-li!Quando dei por mim, estava de cochilo por cima do velho livreto, sem pretenção, sem preocupação, sem obrigação.Segui minha leitura e me reportei à outras dimensões.
Estive presa ali, dentro daquele livro, por uma, duas, sabe-se lá quantas horas...Eu não cronometrei.Eu não me importei, eu tinha tempo a vontade, eu estava na ociosidade e fiz com esmero aquilo que mais faço cotidianamente:render-me a prolixidade.
Demorosamente segui minha viagem.
Pra quê a pressa?
Eu ja não estava em meu quarto, já não era uma cama que me abrigava e minha humilde estante era um mundo vasto de possibilidades.
Foi uma tarde tão preguiçosa e tão minha!
Fazia tempos que não me refestelava assim, sob um livro, num banquete literário, em uma tranquila tarde de domingo,…

Série - Sonetos de Shakespeare - Capítulo II

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Em face do processo participativo dos leitores, foi pedido para que um deles fizesse a escolha do próximo soneto do Mestre Shakespeare a ser conhecido e analisado, e o escolhido foi o Soneto IV.
Sem dúvidas é bastante pertinente ao se analisar o Soneto no contexto sócio-contemporâneo da veneração incondicional da Deusa Vênus (Deusa da Beleza), e até trazer o enfoque da discursão na analogia da frase popular "Não existe gente feia, existe gente sem dinheiro".(Dinheiro este usado pra financiar cirurgias plásticas, spa, salões,...)

SONETO - IV
Adorável esbanjadora, porque desperdiças
Contigo o legado de tua beleza?
Aquilo que a natureza dá é tão-somente emprestado, não de mão beijada,
E, sendo plena, empresta só àqueles que não são pão-duros,
Então, linda egoísta, por que abusas
Dessa tua beleza, que a ti foi dada, para que a passes?
Avara sem proveitos, por que ficas te beneficiando
De um bem tão valioso, e apesar disso não o chegas a usufluir?
Pois, negociando apenas contigo,
A…

Atentem

"O passado explica o presente,

apenas de pessoas sem perspectiva."

Por Wandson Passos


Série - Sonetos de Shakespeare - Capitulo 1

Realizando minhas leituras aqui, descobri uma obra prima do grande Mestre William Shakespeare, obra magnífica, Os Sonetosde Shakespeare perfazem um conjunto de 154 poemas publicados em 1609, embora as datas de composição sejam imprecisas. Eles tratam de assuntos como amor, beleza, política e mortalidade. Decidi então fazer uma Série, com estes sonetos, para o conhecimento e a análise de todos os leitores...


Iniciarei com o Soneto CXXI


CXXI
Melhor é ser vil do que ser estimado vil,
Quando não o ser recebe a censura de o ser,
E o prazer justo perdido, que assim é estimado
Não pelos nossos sentimentos, mas pelas vistas do outro;
Saudarem o meu sangue puro e alegre?
Ou em minhas fraquezas, porque estes espiões mais débeis ainda,
Que em suas vontades avaliam como mal o que eu acho que é bom?
Não.-Eu sou o que sou; e aqueles que me criticam
Meus abusos, o fazem a partir dos seus mesmos;
Eu posso ser direito, apesar de eles mesmos serem tortuosos;
Minhas ações não devem ser apresentadas como s…

Um pouco de Língua...

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A fala possui um caráter individual.Sendo assim, podemos compará-la a um bem privado, pois cada falante se julga proprietário da língua que fala, porém, o uso que ele pode fazer dela não é ilimitado, já que existem restrições impostas para o uso, é a norma culta da língua, mais cobrada na escrita do que na fala.
Estas restrições podem ser ramificadas em duas vertentes:

a)Restrições de ordem intrínseca:é resultante da própria estrutura da língua, através de processos naturais, ou seja, a própria língua é responsável pela restrição, através de regras ditadas por ela mesma, que acabam limitando o seu uso.

b)Restrições de ordem extrínseca:são as restrições impostas pela comunidade linguística, ou por parte das pessoas (estudiosos), que são os responsáveis pela criação das regras para o seu uso.

Para uma melhor compreensão, temos o seguinte exemplo:
Se qualquer pessoa comprasse um carro popular (que vai aproximadamente até uns 60 cv de potência), e quisesse sair pelas ruas da cidade à 200 …

E, mesmo assim, não gosto de mudanças

Dias desses, estava eu num desses estágios carregados da vida. Muita coisa acontecia e eu não era capaz, sequer, de reagir.

Passei o tempo a admirar o quanto temos pouco controle das coisas, mesmo quando parece estar sob nossos pés a solução.

Me senti confuso nesse momento. Desejei tanta coisa e deixei de desejar tantas outras. Quis parar o tempo e sabia com clareza que, se o pudesse fazer, já não era mais aquele o momento ideal. Confesso que senti o vento agitar meu pobre castelo, senti medo. E conversei com pessoas que sempre tem algo bom pra falar. Mas nesse momento não tinham: eu deveria passar, eu, apenas eu.

Pronto. Passei.


Desejo ainda as mesmas coisas e outras tantas mais. Acredito mais, vivo mais, sonho AINDA MAIS.

Hoje venho atender a um chamado.

Enquanto viajava de costas nesse trem da vida, recebi (como serviço de bordo) um convite para postar em um blog e aceitei. Com certa medida de constrangimento, óbvio: veja lá se tenho jeito ou condição de escrever aqui... Veja lá se sou c…

Diferente

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Busquei uma imagem,
a qual caleidoscópicamente me trouxesse inspiração.
Foi como abrir a bíblia de forma avulsa e esperar um versículo qualquer, mas que me emocionasse e me revigorasse.
Encontrei logo de cara, em certo site chamado Google (ora e o que não se encontra nele?).
Pois bem, encontrei uma imagem muito pertinente, que personifica os sentimentos que me tomam vez ou outra.

Zebras.

Mas, ainda não é isso, eu não me sinto como uma zebra.


E me deparo com outra imagem...
Terei encontrado inspiração?
Olhando para ela, o que você retira de interpretação?

Loucos varridos no chão?
Fotógrafo excêntrico?
Apenas um ângulo diferente?


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Agora, o que eu te pergunto é, você também se sente só nos momentos em que se sente diferente do resto do mundo?


É como se só você sentisse aquela dor tão latente ou aquela alegria mais que saliente, e de tão incompreendido, você acabasse diferente e o diferente sempre acaba…