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Mostrando postagens de Março, 2008

Poetizando

Poesia,
Creio que aprendi
A te tratar como um ser e não como objeto
És livre e livre vens a quem quiserdes...
Não será pela minha graduação, coesão, nível de intelectualidade.
Vens de madrugada quando choro na melancólica solidão
Ou quando sinto ódio deste mundo vilão

Vens até mesmo quando penso que me falta a inspiração
Porque na verdade, senhora,
Tu és antes de todo o sentimento

A arte que norteia o meu mundo,
O saber que busco em meu interior
A busca por mim mesma...
Então, que venhas brandamente
E nessa brandura voluntária, entregues tua beleza, solícita...
Não és expressão de dor, nem de alegria,
És a expressão do sentir, do ser, 

Da arte que em nós habita e  por vezes represada
Creio que não cansarei meus dedos,
Se de mim nasceres naturalmente.
És apenas vontade, não necessitas de bagagem.
A não ser da linguagem interior. 

"Conhece-te a ti mesmo, ó linhagem divina vestida com trajes mortais". 

Ana Paula Duarte
Nas asas de um Anjo

Na beleza poética de tuas palavras que são com mel ao meu paladar, teus olhos iluminam minha noite, meus pensamentos acompanham lentamente a tua face de anjo que me alegra, vejo meus sonhos restaurados.
Se todas as rimas de um destro escritor falassem de ti, ainda não seria o bastante.
Minha doce criança, um sentido de vida, o teu rosto desenhei em meu coração, como tatuagem marcaste minha carne.
Indispensável é tua presença em minha vida, tudo o que eu disser ainda não bastaria para dizer o quanto te amo e admiro.
Perdoe-me se minhas palavras te feriram e fiz chorar teu doce coração, mas sei que perdoa-me mesmo que eu não peça, pois tua bondade é maior que a ira.
Anjo meu de asas douradas leva-me para conhecer as nuvens contigo, ir além de tudo que eu possa enxergar.
Aqueça-me com tuas asas, com tuas mãos lavadas levante meu semblante caído.
Caminhe comigo...
Anjo Amado
Anjo Amigo

Gutox Hieros Ângelus Morphinnus, um amigo escritor!


Extraído do livro Salmos Obscuro…

As lentilhas

Tenho trocado as promessas
Todas as verdades, todo o real sentimento
Por um prato de lentilha
Que mata minha fome por tão pouco tempo
Mas logo a fome volta
As lentilhas não têm me saciado!

Eu sei a verdade, mas prefiro brincar de fingir que não
E assim eu assino minha sentença de infelicidade
Queria mesmo é poder ver além de todas as coisas
Ação e pensamento...
Já não tenho todo o tempo do mundo,
Já sei o que devo fazer.
Mas eu não quero!
Permaneço errante, permaneço ao "léu"

Na busca do céu encontro o inferno
E assim vou seguindo trocando meus valores,
Deixando de lado as promessas,
Tudo por um prato de lentilha,
Que mata minha fome...
Por tão pouco tempo! 


Ana Paula Duarte

Gótica?

Entre sombras, medos e incertezas
Meu ser adormece empedernido.
O que sou? Se sou...
Nada me alegra,
Nada mais me basta.
Todos são meus inimigos
E eu tenho de me defender a todo custo.
Quanto mais aprendo, mais duvido.
Leio, vejo, escuto...
Absorvo tudo...
Exaurindo minha razão,
Deixando de lado minha emoção,
Talvez tenha perdido meu pedaço de humanidade.
Guerreio...
Mas contra quem?
Qual é a minha guerra?
Ando em círculos,
Perambulo cega entre tochas de fogo.
Ficção, esquizofrenia,
Algo que eu mesma fiz...
Meu mundinho de papel,
Meu filme-vida de terror!
O que eu tenho?
Absolutamente tudo.
O que me falta?
Absolutamente tudo.
E sigo assim, decrépita resmungona,
Entre meus monstros e dragões.
Haverá alguém tão inseguro quanto?
Tão incrédulo e desnudo?
Até o meu nome soa estranho...
Todo mundo é estranho,
Nem eu mesma tenho me reconhecido
Tenho vivido dias estranhos.
Tudo o que sei, é que a solidão
Me embala e nela eu durmo bem.


Ana Paula Duarte

Vida

Não quero te passear
Quero sim brincar
E muito, exaurindo-me...
Mas, acima de tudo,
Quero em ti realizar.


Ana Paula Duarte

All star

Imagem
Estranho seria se eu não me apaixonasse por você

O sal viria doce para os novos lábios

Colombo procurou as Índias mas a Terra avisto em você

O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário

Estranho é gostar tanto do seu All Star azul

Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras,

Satisfeito, sorri quando chego alie entro no elevador aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar e continuar aquela conversa que não terminamos ontem ficou pra hoje.

Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu

Seu All star azul combina com o meu, preto, de cano alto

Se o homem já pisou na Lua, como eu ainda não tenho seu endereço

O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece

exato.



Nando Reis