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Mostrando postagens de Abril, 2016

Papiro

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O que fazer quando a frieza do gélido coração alheio afetar o teu?
Escreve moça, escreve, não para que cesse a dor, mas para que se esvazie o peito e os pensamentos todos nublados e esvoaçantes se assentem no território de teu corpo.
Abandona este romantismo bobo e vil com que te ensinaram a amar. 
Se reveste da força de teu pranto e aprende de uma vez que se não faz bem não vale a pena. 
Quantos mais serão necessários para dar fim a esse vício? 
Melhor seria se nunca tivesse sido? Não! 
Melhor seria se tivesse sido e encerrado com palavras duras. 
Assim, não restaria nenhum elo, nenhum consentimento. E  então, sem nenhuma afetividade seguíssemos nossos rumos rotos.
Agora, eu que sempre sofro, choro e lamento, só quero escrever. Não pra eternizar, mas para me limpar desses detritos que fazem mal. 
Que já não cabe na mulher em mim. Que não tem laços com a vida que escolhi e tampouco merece que dispense tempo a lamentos e dores. 
Ces' t finnite em nome de verdadeiros afetos: amor próprio, cor…