O rasta e a bailarina
Ele, tinha em suas mãos o tamboril Rústico, prudente para o momento Usava chapéu semelhante d'um duende- vermelho Que escondia parte do seu cabelo rastafari. Ela, seminua Bailava loura e fantasticamente definida Pernas longas torneadas Barriga lisa, ela girava. A loira gringa, cara de alemã O rasta negro, a cara do Vale cravado entre as montanhas. Um encontro mágico: abrasileirado. Louvavam os deuses da Natureza plena. Ele tocava, ela sambava Ele fumava, ela tragava. Ele com seu tambor evocava os Orixás Ela com sua dança encantava os Orixás. Ela tocava bailando. Na cachoeira a água fazia seu som Na plateia transeuntes catalisados Pela singeleza do momento O rasta e a bailarina E os ritos, e o tambor, e as palmas, e as mãos na água. O bailar místico do culto às divindades. Vi semideuses em arte. ...