Poesia Maldita



EM LETRAS GARRAFAIS
LÁ SE ENCONTRA O LAMENTO
TANTO EM NOITES QUANTO EM DIAS
INFELIZ TORMENTO
SE É DECRETO DOS CÉUS
OU PIRRAÇA DO INFERNO
ENCONTRAMOS GAIOLAS
CONSTRUÍMOS GAIOLAS
MORAMOS EM GAIOLAS
E NELAS PADECEMOS APRISIONADOS
NUM QUERER SERVIL
UMA OBEDIÊNCIA SANTA
OU UM DESCOMUNAL
A VERDADE É QUE TODA DOR

AQUI TERMINA EM PALAVRAS
TODA DOR NOS CAPACITA
E EM CADA UMA DELAS
HÁ POESIA MALDITA.






























Imagem: Weeping Nude, de EDVARD MUNCH

Ana Paula Duarte- desengaiolando.

Comentários

Se da gaiola brota tão belo grito por liberdade nessa bendita poesia maldita, fico feliz até mesmo por suas gaiolas, pelo seu lamento, pelo seu infeliz tormento. Beijo.
jefferson disse…
Olá Aníssima, a quanto tempo não passava por aqui. Belo texto viu. Um xerim e saudades
Nani disse…
E que por meio do grito, quer da gaiola ecoa,
a liberdade seja agarrada, conquistada, vivenciada!
Parabéns Ana!
João Gilberto disse…
E com as palavras formulamos um novo mundo, também ele permeado de gaiolas.

Bons versos.
Adri Ferreira disse…
CARALHO!! QUE TEXTO FODA!! BEBI CADA PALAVRA CALMAMENTE E ME IDENTIFIQUEI!

BJOOOOOOOOOOOOOOOOO

Postagens mais visitadas deste blog

Término Pós- moderno de um idílio amoroso

O olhar de Margot sobre a vida adulta

Escreva, Ana!