O que fazer com expectativas?


    Bem, acho que estou começando a aprender a segurá-las apenas na minha cabeça e não abrir a bocarra aos quatro ventos. Coisa que é deveras difícil, mas que tenho exercitado. Só que fico com elas entaladas em mim. O que fazer com elas? 
    Ora, encaixotá-las na mente e não deixar, sob hipótese alguma que sejam compartilhadas, que desçam para o coração e que nos apaixonemos por aquela ideia nova, ou no meu caso, a velha ideia que reacende na mente.
    Mas claro, a expectativa é um problema meu! Se fui eu que inventei nessa minha cabecinha-problema que pensa demais, e tanto, que acaba imaginando e fantasiando coisas. E antes que alguém venha me criticar, vou logo dizendo que todo mundo é assim, o diferencial é que as pessoas não se expõem tanto quanto eu, elas não alimentam tanto quanto... E  o que me resta fazer agora que novamente caíram por terra?
    Corajosamente, lá vou eu varrer os restos, jogar no lixo os cacarecos e seguir em busca de novas e mais delas, porque verdadeiramente são para mim um combustível e tanto para as minhas mais doidas criações literárias quanto nos demais projetos de vida, naqueles tantos sentimentos íntimos e sonhos que me movem.
Enfim, sei que devo agradecer por cada momento, o ruim é que a graça das coisas sempre acaba com uma brevidade que ainda tenho dificuldades em aceitar, mas que preciso, já que não há o que se fazer com relação às escolhas alheias. E se temos que respeitar, que respeitemos vontades , a nós mesmos e aos outros. É preciso ser inteligente até para desistir das coisas... Eu tive mania de tentar até quando não tinha mais nada a ser feito. Insistência que me emburrecia, não me deixava enxergar além. Eu só estendi sofrimento e raiva, causei rancor em meu coração e sensação de frustração.
    Agora, não me sinto frustrada como das outras vezes. Desde o começo dessa história as expectativas foram minhas e o que eu fiz com elas é segue sendo um problema unicamente meu. Vaidades minhas, de falar tanto de meus êxitos como de minhas derrotas e hoje vejo que fiquei tão exposta que é tão fácil e previsível saber quais serão meus passos e como reagirei diante das coisas. Sei que jamais deixarei de escrever sobre mim, pois isso não controlo e sinceramente me faz bem, mas saindo deste universo literário, as coisas andam mais restritas, introspectivas e amenas. Meu universo paralelo me permite, aqui, tecer expectativas, sonhos, vontades, ideologias e metas de vida. 
    Hoje busco mergulhos mais profundos, porém sem maiores alardes. Eu vou tentar viver diferente do que vivi até hoje, eu sempre faço isso, sempre estou passando pelas fases e não  sendo a mesma nunca, não quero por demagogia ou ainda alguma moral que reste me estagnar, me preocupar em agradar ou em agregar gentes a minha vida. Quero mais qualidade hoje do que quantidade! Quero a tranquilidade, a minha vivacidade em fazer minhas escolhas me mantendo firme, sem olhar para trás ou ressuscitar expectativas vãs.
Há ainda muito para sentir, experimentar e saber o sabor. Eu quero.





Ana Paula Duarte. Mais uma sobre mim.

Comentários

Ghost e Bindi disse…
Oi, Ana Paula, achamos o seu espaço no blog da Bandys, viemos visitar e gostamos do conteúdo, vc escreve o que sente, mostra o seu ser e o coração, gostamos muito e vamos seguir.

Abs

Ghost e Bindi

Postagens mais visitadas deste blog

Término Pós- moderno de um idílio amoroso

O olhar de Margot sobre a vida adulta

Escreva, Ana!