Vago

*E num mundo em que cada vez fica mais difícil externar sentimentos e emoções, ouso versar sobre o amor que habita em mim e sem medo de ser piegas. Em 13 de abril do ano corrente.



Não, não ousem aqui recostar!
Tem inquilino, não há espaço onde morar
Não há móveis pertences registros
Mas não está vago!
A saudade que me devora diariamente
Assinou há tempos a procuração
E se encarregou de te representar.

Mas você que me prometeu um dia voltar
Nunca vem, nunca retorna
E só a dor da saudade conforta
Já tem pessoas à porta
Todas querem  sentar-se ali
Onde recostavas confortavelmente o meu coração
Fazedor veemente de sonhos e ilusão.

O teu silêncio é mais atormentador
Que o medo da solidão em meio a aglomeração
E a natureza há de conspirar
Se no princípio a chuva abençoou tal amor
E aquela Lua por tempos nos namorou.

Foi um amor de inverno que marcou minha vida
E a certeza de que encontros como o nosso são raros...
Mas possíveis.
Vem tomar teu lugar,
É primavera, vem comigo vivenciar.


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Não amar é para os fracos, os fortes amam intensamente!
Ana Paula Duarte

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