Descaminho



Ele chegou assim
Como quem queria de mim
Descobrir o mundo
Quem usou a quem
Esqueceu-se também
De avisar ao coração

Sem caminho, um outro dia,
Na minha porta bateu
Arrepiou-me a nuca
Mas meu ego és minha culpa
E meu coração é dolo seu

E verdades contou-me
Porém a vaidade deixou
Escapar-me a visão enxuta
Pois meretriz foi minha decisão
E injusta minha falsa nova paixão


Hoje me pego com outro alguém
Que eu não sei de onde vem
Que não sei quando vai partir

A mim ainda sinto quente
As suas mãos em meus seios
A sua boca, meu anseio
Seus músculos, meu desafinar

E então no ápice da paixão
Uma alma já fundida
Encontrou o descaminho
Em minha razão,
Digo, em minha ilusão.

Vítor Bardo.
Amigo, artista nato.

Comentários

Ana Paula Duarte disse…
Esse poema quando li me identifiquei instntâneamente...Por motivos óbvios e já desgastados.
Além, claro, da beleza dessa poesia...Bardinho eu sabia que vc tocava, cantava e encantava, menos que escrevesse tãoo bem e com uma propriedade, por isso, este espaço estará sempre aberto para sua poesia!
Beijão.
Magnus Logan disse…
Oww aninha!! Obrigado pelas as singelas e carinhosas palavras! E é sempre um prazer ter algo meu aqui no seu espaço! Grato sempre, bjão! E o blog está ótimo baby!!!
R.Vinicius disse…
Ana, tudo bem? Quanto tempo! Eu tenho estado ausente (passei no vestibular pra Psicologia); voltei agora a ativa no blog (e então todas as mudanças no Folhas Avulsas .. e fiz um blog novo - o Submerso). Ainda deixa aqui as fotografias (as quais acho as mais belas dentre as tuas). Eu vou retomar aos poucos as leituras por aqui. Abraço.
Gaby disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Gaby disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Eurico disse…
Maravilha!
Grato pela tua visita ao meu blogue.
Saudações fra/ternas.
Vou te add à minha lista.
Bandys disse…
Olá Ana,
Lindo demais o poema.
Fiquei feliz com sua volta.

Ծlhαr σ Hσrίzσηтє...

Sίηтα ѕємρrє α lίвєrđαđє đє ρσđєr νσαr,
Ծlhє ѕємρrє σ hσrίzσηтє, ρσr мαίѕ
đίѕтαηтє qυє єlє ρσѕѕα єѕтαr,
đê αѕαѕ ασѕ ѕσηhσѕ.

Nãσ đєίxє qυє α νίđα ραѕѕє, ѕєм qυє
νσcê тєηhα νσαđσ єм вυѕcα đα
fєlίcίđαđє, đє тєr αlcαηçαđσ
ρσr αlgυм ίηѕтαηтє, є
тσcαđσ ρσr αlgυм мσмєηтσ,
υм ѕσηhσ cσм υм ρєηѕαмєηтo

Beijos meus e um fds de muita luz!
Daniel Savio disse…
Aff, não pense que este poema sempre vai ser você...

Escolha rimas mais felizes para ti, pois merece...

Fique com Deus, menina Ana Paula Duarte.
Um abraço.
R.Vinicius disse…
Ana, tudo bem? Sumiu. Abraço.
Rubens (bino) disse…
Tenho amigos poetas e não sabia!
Tamanha ignorância minha, parabens Ana e Bardo!
=**

Rubens Féo

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