Pintura


Cobri meu rosto de protetor, base, pancake...
Abusei do blush, delineei meus olhos e lábios
Enchi-me de mimos, acessórios, hidratantes, perfumes...
Essa fui eu.
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De repente,
Borrou toda a pintura,
o lápis, escureceu minha face,
o blush manchou as bochechas
o pancake me envelheceu.
E os acessórios perderam a cor...
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Prendi os cabelos,
Lavei o rosto, olhei-me no espelho
Cara limpa, imperfeições à mostra
Nunca me enxerguei tão plena!
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Há certas pinturas escondedoras de beleza
São máscaras que nós mesmos criamos
Mas que não ascendem o brilho natural que nos acompanha.


Ana Paula Duarte

Comentários

Keu Azevedo disse…
Adorei a foto e concordo sobretudo com o final do post: "Há certas pinturas escondedoras de beleza
São máscaras que nós mesmos criamos
Mas que não ascendem o brilho natural que nos acompanha."
O difícil é conviver sem toda essa pintura...
Precisamos aprender.
o.Õ
Déia disse…
rsrs adorei!!

Nada como a bela cara lavada!

bj
O brilho é mais intenso nas faces limpas.

beijooo.
Tamis disse…
Muito bom, Ana!
Anísia Neta disse…
Adorei o poema!! Todos nós usamos "pinturas" para mascarar nossos defeitos... Ninguém quer ser visto como realmente é... os papéis socias que desempenhamos nos pede em troca ser alguém que muitas vezes não somos... E encarar quem realmente somos... nem nós mesmos queremos. É como estar nu no frio... desconfortável demais... Ainda assim... encarar nossas imperfeições e nossas qualidades reais ainda é mais saudável e mais belo do que qualquer maquiagem!!!
Parabéns mesmo pelo poema!!!
Vc foi muito feliz com a analogia da maquiagem com nossas "máscaras" diárias do eu!!
Um beijo grande menina!!!
Adri Ferreira disse…
Lindo, profundo e verdadeiro!
Bjus ♥
Gutox disse…
Texto que todo mundo deveria tomar pra si!
Braulio Pereira disse…
grato pelas suas palavras de carinho querida!!

belo poema intenso e verdadeiro

adoro seu sorriso!!!!


beijo-te!!
paula disse…
Uma bela poesia vinda de uma pessoa bela...Na beleza que vem de dnetro e floresce pra fora.
Beijos ruivinha fexante.
Lindo texto, Ana. Viva à maquiagem que esconde nossa luz natural quando não queremos mostrá-la e viva à queda das máscaras no revoluto brotar de nossos eus, quando não queremos mais deixar de mostrá-los. Sempre um grande prazer passear por aqui. Bj
"Conhece-te a ti mesmo". Este poema leva-nos ao templo de Delfos. Saber quem se é e aceitar-se é imprecindível p/ uma vida mais verdadeira e autentica - sem máscaras. Os produtos estéticos são bons quando realçam os traços já existentes e não tentam esconder o vazio.

Abraços, se aprochega lá por Le-Tranças.

Inté!
Risy disse…
own, amei demais *-*
:-) Adorei o blog! Estarei sempre por aqui! Abraços, Jorge Jacinto.

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