Baladinha da saudade de mim


Pela manhã
Levanto-me a trotar
Passos rápidos, não firmes
Quase rasantes
A pressa da manhã
Esbarrante,
Se ajunta
A pressa da tarde
Mais trotes
Mais corrida
Engulo a comida
E volto
Agora são os dedos
Que tão rapidamente digitam
E meus olhos se comprimem
E cansam
Que tanto aguardo a chegada da noite
E se a cerveja gelada desce deliciante
Não há tempo a perder
É preciso retornar a casa
O corpo cansado precisa de forças
Amanhã começa tudo outra vez
Espero esbarrar comigo mesmo
Na próxima manhã
Ou quem sabe num dia desses
Me roubo pra brincar
Ofegante.




Ana Paula Duarte. #ripAbujamra

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