Hoje acordei meio Psiquê


O que queres que eu faça
Que me deixe embeber desta luxúria alucinante?
Que beira a loucura e ternura conflitantes
Antes que a matéria se desfaça
Ei de ter ainda aquela noite no castelo de Eros
Em noite densa e misteriosa
Onde te entregarei doçura, beleza e malícia
E por rebento nascerá Voluptas,
De cujo o prazer nos enebriará.
E se pela terra inteira eu tiver que te procurar
Perante Afrodite tiver que me submeter
Por ti, querido hei de fazer
E no final da tarde,
No alto do morro em teu colo adormecer
Contemplar o teu rosto,
Sob a luz de um novo luar.



Ana Paula Duarte

Comentários

Saudades daqui e de vc amiga.

beijooo.
HSLO disse…
Hum...as vezes acordo assim.

abraços
de luz e paz

Hugo
... disse…
Não desmerecendo sua ILUSTRE pessoa como escritora, mas como só vc teve acesso a um poema de Drumonnd? Pq n li nada q possa ter vindo de alguém a n ser ele! Magnífico, amiga!! Vou começar a escrever mais, pq isso só pode ser a prática - Sonho meu! Isso é puro DOM e vc é abençoada. Adorei...
Ps: Estou a procura de um novo luar como o trecho q o poema retrata!
Dayane Carneiro
eeeeu disse…
Pouxa!
um dia ainda vou conseguir escrever assim...
é oq eu espero né!?
vou procurar praticar e aprimorar minha sensibilidade...
acho q assim eu consigo!
ADOREI!
BEIJÃO
Ricardo Thadeu disse…
lindo. e só.

¡hasta!
Daniel Savio disse…
Poesia interessante, mas algumas noite do castelho Eros é tão bom...

Fique com Deus, menina Ana Paula Duarte.
Um abraço.
paula disse…
Hum, olha Eros influenciando neguinha...rsrs.
Eu avisei...Mas vc tem licença poética para tal façanha querida
Bjo Ana Paula e continue a me presentear com sua arte, a arte das palavras.
Laine Kriss disse…
Poxa! belíssimo. Uma mistura de delicadeza e força. AS cada momento você cresce como escritora felicidade.
Eita Ana... você é maior do que imagina viu, menina (e linda demais). Você acordou como a finita e mortal Psique, que mesmo em sua mortalidade e finitude, despertou não só ira, mas a paixão dos deuses.

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