Postagens

Uma postagem que reflete meu momento atual...

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"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!" Fernando Pessoa Pessoa fala por mim e por todos os que possuem a sensibilidade da entrega, porém sem a cegueira costumeira e mortal.

Desabafo

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Eu gostaria muito de externar aqui minha revolta. Até mais que uma revolta, um grito, um desabafo . Porque que a minha felicidade dura pouquíssimo tempo? Isso é demasiadamente injusto! Começo a estar enfeitiçada, Paro de andar nas ruas para começar a bailar, Deixo de ouvir música avulsa para selecionar e apreciar um som que seja próprio para o momento da minha alma, começo a sorrir mais que o costume e ter a vontade imensa de acordar todos os dias e contar as horas para encontrar uma pessoa, sinto a agonia que é querer bem, a vontade de acariciar, de ter por perto, de cuidar... E de repente, qualquer coisa besta acontece e volto a estaca zero. Volto a vida besta, ao tédio, e pior, volto a sofrer!A vida gosta de me dar cascudos...Mas porque será?Afinal, sou apenas uma menina em um corpo de mulher tentando acertar ao máximo, querendo apenas seguir sua consciência, querendo viver doidamente tudo! Querendo curtir cada bom momento e abstrair os ruins...Mas os ruins sempre voltam e ...

Perguntamentos...

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Eu tenho sonhos grandiosos, Porém, são apenas grandiosos e eu nada sou. Por que nada é fácil? Por que sempre sofro? Por que comigo a vida joga duro? Trabalho, estudo, vontades, família... Tudo! Será que vou conseguir vencer? Será que ainda vou ser alguma coisa que preste? Como sempre...Pergunto-me! Enjoei de tanto perguntar, Pois as respostas nunca vêm... Não quero falar de meus poemas, Já não quero falar de vida, de esperança, nem de paixão. E me cansei de promessas que nunca vêm... Aqui só o negativismo impera, Viveremos cada sentimento por vez. Mas gostaria de saber, enfim, Estou pagando pelos erros de quem afinal? Ana Paula Duarte.

Meia-noite

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Apagar a luz, É hora de dormir e esquecer quem fui. Embrulhar-me em meio ás cobertas, Ser levada pela paz do sono... Desligar os sentidos e sumir Na dimensão do meu subconsciente. Esquecer quem fui, esquecer quem fui, esquecer quem fui! - Raiou um novo dia, Dia que me trará alegria! Novas oportunidades, novos rumos, novas metades Novo tudo, renova-se a liberdade! Enamorar o futuro, Não possuir saudade do passado Ajustar meu tempo, precioso tempo... Deve ser gasto com quem merece! - Mas, ah, já é meia-noite! Apagar a luz. Nascerá um novo dia, Esquecer quem fui. Ana Paula Duarte.
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Obrigada meu Deus pelas coisas lindas que fizeste na terra, até mais lindas que a própria criação do homem. Obrigada por ter me dado os cinco sentidos, para com eles poder apreciar todas as belezas, sabores e sentimentos, trocar energia com a natureza, tão poderosa e autônoma a ponto de nos deixar atônitos e sem palavras para descrever a profundidade de sua perfeição. Uma imagem vale mais que mil palavras, e a esse contexto se aplicam as belezas naturais, as brasileiras então, são indescritíveis, inefáveis e exercem sobre mim um fascínio tremendo e me fazem desejar andarilhar por aí sem destino certo, apenas vivendo de interação cultural e do desfrute das belezas da minha terra. Quantas coisas tão lindas, sou ufanista nesse quesito e o seria ainda mais se pudesse. É difícil tentar retratar com palavras sobre os vastos sentimentos e tudo que adquiri desde que passei a olhar mais nitidamente para a natureza, com um novo olhar, não aquele que imagina o que pode retirar dela, mas aque...

Um breve amor de metrô.

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Eram seis da tarde e eu como sempre estava livre e atrasada ao mesmo tempo. A vida em Sampa é tranqueira, correria todo o dia, agonia que me fez esquecer a calmaria do interior da Bahia, de onde saí em busca dos meus sonhos. Peguei a bolsa, o jaleco e saí correndo como sempre fazia. No caminho nenhuma grande novidade, eu continuei a andar bem, bem rápido. Enfim cheguei ao metrô, seria uma longa viagem em meio ao aperto, e eu pela milésima vez olharia para o relógio, leria alguma coisa e receberia umas trinta ligações e broncas. E eis que de repente, uma presença fez mudar-se a minha rotina. Olhei imediatamente, senti um odor convidativo, masculino, sexy. Veio em minha direção e sentou-se. Nos entreolhamos. Ele fez que ia pronunciar qualquer coisa, mas calou-se. O fez novamente, e mais uma vez calou-se.Não suportando aquela agonia, fui direta e louca: - Está engasgado? Ele me olhou desesperado. - Não- Sorriu e eu morri. -Ah, desculpe.Nossa...que louca eu né?Rs...Nunca p...

Diário de bordo

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Tenho viajado bastante pela região conhecida como o Semi-árido da Bahia, destacado e conhecido por ser uma região seca, pobre e de meio mundo de analfabetos...Eu me refiro assim, porque um dia pensei de tal forma, na minha ignorância, acreditava que tudo o que os moradores dessa região faziam era plantar, esperar pela chuva, chorar e migrar para a cidade grande(quem tinha coragem para isso). Hoje já não posso pensar assim, pois conheci a verdadeira face do povo sertanejo hospitaleiro, trabalhador e festeiro, que têm lutado por novas formas e técnicas de convivência com o Semi-árido, sua valorização e acabar com o mito do combate a seca. A seca jamais acabará, isso é um fator natural!Sem contar que descobri que o Semi-árido brasileiro está entre os outros no mundo como o que possui maior incidência de chuvas.Outra coisa que me chama atenção é para as tantas coisas que para nós moradores da cidade grande são simples e banais, como por exemplo, uma simples chuva( o ouro do Sertão), um tra...

Confusidades...

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Nestas últimas semanas, tenho andado distraída, inconsciente, meio inconsequente e bastante diferente do que sou. Andei preocupada comigo mesma, ainda que ninguém tenha notado, pois disfarço meus desesperos mais ínfimos com muito estresse e pitadas de humor. A minha face fechada e reservada deu lugar a um rosto visivelmente interrogativo, testa franzida e lábios mordidos, além das espinhas terem diminuído. O que me aflige?Mil coisas...Tempo, dinheiro, família, romance, emprego, estudos, religião. Estarei em crise? Eu sou em crise! Nunca me preocupei muito em pensar demais para realizar o que quer que fosse, mas isso tem mudado. Estarei me tornando covarde? Ou estou me tornando um ser mais racional? Sinto que também estou um pouco mais sensível...Milagres podem acontecer, vejam! Tenho me preocupado um pouco mais com o bem estar alheio, me questionado sobre o meu papel na sociedade e sobre a sociedade.Estarei me tornando filósofa?...Penso que a gente devia ganhar dinhei...
No instante exato em que cerro meus olhos A noturna consciência veio ter comigo... Foi uma conversa agradável, misteriosa e cautelosa. Perdi o sono... Refleti, refleti e refleti. Terei me perdido no caminho? Acaso as flores foram realmente mais sedutoras que os espinhos? Terei mudado assim, tão de repente? A minha essência ainda está intacta, Ainda tenho minhas conceituações e preceitos. Vivo para mim... E sinto que isso está errado! É hora de rever minhas atitudes e buscar mais que o simples materialismo insaciável, Viver não apenas para mim...Creio ser a minha sina. Então, devo voltar novamente ao início do caminho? Já não será tarde? Já o fado não me cansará mais uma vez? São perguntas que surgem e que aturdem... Borbulhas de emoções e sentimentos, Decisão que tenho adiado por uma covardia que não é minha. Cerro meus olhos, novamente, Ah, mas, consciência, de ti não fugirei, por mais que estejas a me confundir... Sei que de ti arranco uma ultra-som de mim. ...

Caminho

Os passos desnudam O caminho Margem da cordilheira Onde anda o peregrino. Tímidos passos no chão No reflexo dos olhos as estrelas Que deitadas na mão Do céu que.. Olha O caminho E a borboleta que flutua Na palma do peregrino. R.Vinicius (Essa poesia foi feita especialmente para mim, combinando com o título do Blog!Adorei amigo Vinicius!Talento é o teu sobrenome!)

A poesia e eu

Eu sou toda poesia... E a poesia que há em mim, aturde e assusta, clama por mais espaço... Clama por novos horizontes e novas experiências. Absorve tudo ao seu redor e diferencia-se cada vez mais de minha personalidade rude, Tornando-se um mix interessante de comportamentos, sentimentos e pensamentos. Que ela em mim torne-se a pele que me envolve, os tecidos que compôem meu corpo... Que ela me seja tão vital quanto o ar que absorvo, Que eu e ela, juntas, formemos uma bifurcação firme e eterna. Que ela me tome completamente...Eu deixo! Eu me alimento de poesia, da mais profunda poesia que sai de mim mesma. E ela me leva...feito uma folha de outono exposta ao vento. Ana Paula Duarte

Revolta

Acabou de dar no jornal a notícia oficial sobre a morte cerebral da Eloá...Sabe o que eu acho? Ela já estava morta desde a segunda-feira, quando o seu ex-namorado, o tal Lindemberg, que de lindo nem mesmo o nome, movido pelo diabo do seu caráter aliado ao diabo entidade do mal, invadiu seu apartamento e a prendeu ali sob a mira de um revólver.Por que eu acho isso? Ora, ele foi ali para cometer o crime, comprou arma, organizou um horário...Só não percebeu quem ainda acredita em conto de fadas. Isso suscita a discussão sobre a questão da possessividade nos relacionamentos.A maioria dos relacionamentos é enredado por um ciúme doentio e imbecil, afinal ninguém é dono de ninguém...As pessoas sentem necessidade de alguém que as complete...Pois bem, nós precisamos que Deus nos complete!Não devemos buscar o que nos falta no outro, ser falho e incompleto, humano.Temos que entender o real significado de um relacionamento meu povo, pois não é esta entrega absurda do corpo e da alma, não é essa de...

Sobre a beleza

Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas. Sêneca Nossa, será que sou uma mulher assim, será que somos mulheres assim? E se não somos, o que é que nos falta? Será que estamos realmente preocupadas com as partes isoladas? Precisamos rever isso! Os créditos são de Vivian Maguinther, foi em seu blog que encontrei o texto e gostei bastante, postei aqui. Ah, e a garota da foto sou eu...rs... Abraços.
Eu quero a poesia, sentir a poesia, descobrir-te...cobrir-te... afundar-me, inundar-me,esvaziar-me, encher-me do que faz falta em mim e encontro em ti nada mais...! Árcade [Poesis] (Dayana Karla, mais uma companheira literata talentosíssima)

Eleições 2008

Fiquei dias pensando se escreveria ou não sobre os acontecimentos da última semana de campanha nas eleições para prefeito e vereador em Feira de Santana. Pensei, pensei... Pensei!Mas estive em cólera por alguns dias, então resolvi deixar que os meus ânimos se acalmassem pra que então eu pudesse ser mais sucinta e menos barraqueira. O que eu vi foi o que todo mundo viu, eu posso apenas ter me incomodado um pouco mais. A festa da democracia... Mas meu pai do céu, que democracia, eu pergunto!Quanta hipocrisia, quanta bobagem e quanta futilidade. É atual prefeito pedindo voto-presente pra candidato, é bate-boca demente em debates na TV, é horário político mais divertido que programa de humor... É eleitor não exigindo nada, é eleitor dando voto por qualquer bugiganga, é eleitor indo votar sobre o forte efeito do álcool!Até onde chegou o povo brasileiro... E a sociedade feirense, pobre alienada, aceita de bom grado as esmolas... Idolatrando um prefeito que apenas cumpriu com sua obrigação....

Chuva

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Neste exato momento chove lá fora... A chuva traz renovação. Quero que chova na minha vida também. Pois logo depois da chuva, exala na terra um frescor sereno de limpeza. Que a chuva limpe a minha vida também. E que a encha de esperanças, que há tanto em mim já se foi. Tenho me tornado mais cientista e menos crédula... E isso não devia acontecer, não fiz planos pra isso. Faz tanto frio... Faz tempo que não chovia assim! É de uma chuva assim que necessita a minha vida, Para voltar a florir como antes, Amores fascinantes, presenças relevantes. Que essa chuva me traga algo diferente... Um motivo pra acordar sorridente todos os dias. Uma novidade humana e imperfeita, E que nela a simplicidade me encante Mas que não seja a minha razão de viver, E sim uma boa razão para continuar sorrindo. Um amor pra mim. Um ser que exista pra me completar. Ana Paula Duarte.
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Euforias e preocupações aturdem minha cabeça, E já não tenho a inspiração companheira diária, Que eu louvava e acolhia como uma benção unicamente minha... Sobre o que falar? Como tocar as pessoas? Tocar as pessoas, por quê? Num grau metafísico mergulhar em mim, Inquietações minhas... Inquietações do mundo que absorvo. É fácil escrever, agora o faço... O difícil é tocar... O difícil é se abrir... Desarmar-se completamente. Tento buscar novamente a inspiração da minha vida, Caso alguém a encontre por aí, diga-lhe que tenho saudades. Ana Paula Duarte
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente. Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida regular como um paradigma da 1a conjugação. Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto. Casou com uma regência. Foi feliz. Era possessivo como um pronome. E ela era bitransitiva. Tentou ir para os EUA. Não deu. Acharam um artigo indefinido em sua bagagem. A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo. Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça. (Paulo Leminski)
"Antes bobagens sem responsabilidades eram nossas felicidades. Hoje, responsabilidades sem bobagens são os motivos das nossas felicidades." Wagner Lobo
Escrever é como parir. A mulher engravida, nasce-lhe o rebento. Ela cuida até que ele emancipe-se. Assim é a escrita: O escritor engravida de sua idéia, desenvolve-a, Até que nasce o texto, as palavras se despegam dele, Voam para o mundo... Fonte maior de inspiração. Portanto, os créditos são dos diversos seres e suas histórias, gestos e contextos. Bela miscelânia que compôe a vida. Ana Paula Duarte [Eu em um papo virtual com Wagner, para quem dedico, afinal, foi tentanto lhe explicar como se dá o ato da escrita, que novamente engravido...]